Quanto preciso de entrada para comprar casa em Portugal?
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Em resumo
O banco financia no máximo 90 % do menor entre o preço e a avaliação numa habitação própria e permanente, e 80 % num imóvel que não o seja. A entrada mínima é o que sobra.
Mas a entrada não é a conta toda: o IMT, o Imposto do Selo, a escritura e o registo não são financiados. Numa casa de 250 000 € para habitação própria, os 25 000 € de entrada tornam-se perto de 35 000 € com os impostos.
Porque é que a avaliação do banco importa?
Porque o rácio conta sobre o menor entre o preço e a avaliação. Se a casa custa 250 000 € e o banco avalia em 235 000 €, os 90 % incidem sobre 235 000 €, e a diferença sai do seu bolso, somando-se à entrada.
E se comprar para arrendar?
O limite desce para 80 %: um crédito para arrendar não é crédito à habitação própria. E o Imposto do Selo sobre os juros, de que a habitação própria está isenta, passa a ser devido a 4 % todos os anos.
Existe alguma forma de reduzir a entrada?
A garantia pública para jovens permite, nas condições previstas, financiar acima do limite habitual em primeira habitação. Fora disso, a via realista é reduzir o imposto: o IMT Jovem elimina o IMT e o Selo da aquisição até ao limite legal, o que liberta mais capital do que qualquer negociação de spread.
Fonte e data
- Recomendação macroprudencial do Banco de Portugal
- Instrução n.º 23/2023
Atualizado em . Esta página descreve a regra em vigor e não substitui aconselhamento fiscal ou jurídico sobre um caso concreto.
Perguntas frequentes
Pelo menos 10 % em habitação própria, mais impostos e escritura, que não são financiados.
Não. O IMT, o Imposto do Selo, a escritura e o registo pagam-se além da entrada.